Três estratégias de investimento para ajudar a enfrentar a incerteza

20/06/2019

Quando os mercados estão agitados, há dias em que um investidor pode sentir desconforto. A aceitação de flutuações nas cotações faz parte integrante do investimento a longo prazo, mas uma volatilidade excessiva pode tornar-se inaceitável quando o horizonte de investimento é mais curto.

Queira por favor consultar o glossário para uma explicação sobre os termos de investimento utilizados ao longo desta secção.

Consoante as suas circunstâncias ou disposição, o investidor poderá preferir tentar definir até que ponto as suas economias podem desvalorizar ao longo de determinado período - mesmo que isso signifique sacrificar parte da potencial vantagem que se pode obter quando se aposta na valorização.

Se para si for mais importante saber fazer frente a períodos de incerteza do que valorizar o seu capital ou rendimento, eis três estratégias que poderão coadunar-se com os seus objetivos de investimento atuais.

1. Procurar retornos absolutos

Certas abordagens de investimento visam a obtenção de um lucro, independentemente do que se passar nos mercados.

Os fundos que têm por objetivo retornos absolutos procurarão normalmente concretizar um retorno positivo específico – por exemplo, superar as taxas de juro numa determinada percentagem ao longo de um determinado período – procurando ao mesmo tempo limitar eventuais perdas quando os mercados estiverem em baixa.

Através da utilização de uma gama alargada de instrumentos de investimento para tirar partido dos altos e baixos que os mercados registam, estes fundos procuram assegurar retornos mais harmoniosos para os investidores. Isto não significa, contudo, que seja possível alguma vez garantir retornos positivos. É importante nunca olhar para estas estratégias como investimentos isentos de risco.

Procurar uma volatilidade mais baixa desta forma poderá significar a perda de ganhos potenciais. Nos períodos em que os preços de ativos considerados como sendo de risco mais elevado, como é o caso das ações de empresas, estiverem a subir, um fundo que procure retornos absolutos irá provavelmente ter resultados inferiores ao esperado. Isto é porque uma exposição significativa a ativos mais voláteis normalmente não se coaduna com estratégias de investimento que têm como objetivo um retorno absoluto.

No entanto, se estiver disposto a sacrificar alguma potencial alta – sob a forma de retornos de investimento – em troca da redução do risco de uma potencial baixa – sob a forma de perdas no investimento – as estratégias que têm por objetivo retornos absolutos podem ser uma boa opção para a sua carteira.

2. Associar o rendimento à inflação

Se as suas poupanças não acompanharem o ritmo a que os preços estão a subir, o valor real das mesmas diminuirá com o passar do tempo. Apesar de haver muitos tipos de investimento que oferecem a perspetiva de retornos superiores à inflação, as obrigações indexadas à inflação visam especificamente proteger contra esta ameaça.

Contrariamente ao que sucede com as obrigações ditas normais, nestas obrigações, quer o rendimento periódico (o cupão) pago aos obrigacionistas, quer o montante devido aos obrigacionistas no final do empréstimo (o capital) estão indexados à inflação. Desde que a empresa ou o governo que emitiu a obrigação honre o respetivo reembolso, o investidor não deverá sair prejudicado. A possibilidade de incumprimento é um risco inevitável para os investidores em obrigações, obviamente.

Vale a pena recordar que a indexação à inflação pode funcionar nos dois sentidos. Se a inflação baixar, o valor das obrigações indexadas à inflação também diminuirá, e o rendimento das mesmas também. A proteção contra a inflação pode, assim, ter um preço.

No entanto, se estiver preocupado com a possibilidade de uma subida dos preços, os fundos que investem em obrigações indexadas à inflação podem ajudá-lo a preservar o valor real do seu capital e do seu rendimento.

3. Associar o rendimento às taxas de juro

Quando os bancos centrais, como o Banco de Inglaterra, sobem as taxas de juro, é normalmente uma má notícia para os investidores que têm obrigações de longo prazo que prometem pagar um cupão fixo ao longo de muitos anos, ou até décadas. E isto porque o retorno real que o investidor recebe será menos interessante do que as taxas de juro aplicáveis às poupanças em numerário.

Contrariamente ao que sucede com as obrigações convencionais, as obrigações de taxa variável (floating rate notes - FRN) são títulos que pagam um cupão variável que aumenta e diminui de valor consoante as taxas de juro de uma economia. Consequentemente, o rendimento gerado a partir destas FRN aumentará e diminuirá de acordo com as taxas de juro.

Lembre-se: o valor dos pagamentos de rendimentos das FRN pode diminuir se as taxas de juro baixarem, pelo que a detenção deste tipo de ativos pode trazer vantagens ou desvantagens. No entanto, se estiver preocupado com a subida das taxas de juro, os fundos que investem em obrigações a taxa variável podem oferecer alguma proteção – ou até proporcionar-lhe alguns benefícios – contra políticas monetárias mais restritivas.

Estas abordagens de investimento são as corretas para mim?

Em termos gerais, os fundos que têm por objetivo um retorno absoluto, ou que visam diluir as ameaças específicas suscitadas pela subida da inflação ou das taxas de juro, não serão os mais adequados caso o investidor tenha objetivos ambiciosos no que respeita à valorização ou ao rendimento dos investimentos no longo prazo.

Em vez disso, estas soluções serão tipicamente mais adequadas caso esteja disposto a sacrificar alguma potencial alta, sob a forma de retornos de investimento, em troca de uma redução do risco de potencial baixa, sob a forma de perdas no investimento ou de perdas como resultado de um aumento da inflação ou das taxas de juro.

Quaisquer que sejam as suas prioridades, as estratégias que procuram fazer frente à incerteza poderão desempenhar um papel útil como parte do seu cabaz de investimento mais alargado. Em determinadas condições de mercado, têm potencial para aguentar melhor do que outros ativos, ajudando a amortecer o impacto de qualquer contração económica acentuada.

Em última instância, a adequação de qualquer investimento vai sempre depender das suas circunstâncias e atitude relativamente ao risco e ao retorno. Em caso de qualquer dúvida, fale com o seu consultor financeiro.

Informamos que não nos é possível dar qualquer tipo de aconselhamento financeiro. As opiniões expressas neste documento não devem ser consideradas como sendo uma recomendação, conselho ou previsão.

Lembre-se que o valor dos ativos do fundo pode diminuir e aumentar, o que fará com que o valor do seu investimento diminua e aumente, e poderá receber menos do que inicialmente investiu.

M&G Investments

Esta informação não é uma oferta nem uma solicitação de uma oferta para a aquisição de um investimento em acções em nenhum dos Fundos aqui referidos. As Aquisições de um Fundo deverão ter por base o Prospecto actual. O Acto de Constituição, Prospecto, Informações Fundamentais destinadas aos Investidores, Relatório de Investimento e Demonstrações Financeiras, estão disponíveis gratuitamente na M&G International Investments S.A. Antes de subscreverem títulos, os investidores devem ler o Prospeto, que inclui uma descrição dos riscos de investimento relativos a estes fundos. Esta divulgação financeira é publicada pela M&G International Investments S.A. Sede: 16, boulevard Royal, L 2449, Luxembourg. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, (a “CMVM”) recebeu a notificação do passaporte, nos termos da Directiva 2009/65/CE do Parlamento Europeu e do Conselho e do Regulamento da Comissão (EU) 584/2010, permitindo que o fundo seja distribuído ao público em Portugal.