Como superar os desafios de investir em tecnologia

10/10/2019

A tecnologia evoluiu das ferramentas básicas de apoio às empresas e aos consumidores na realização das suas tarefas, e passou a fazer parte integrante de quase todos os aspetos do nosso quotidiano. Isto permitiu às empresas uma ligação mais estreita com os seus clientes finais.

 

Ritu Vohora, Diretor de Investimento, Ações, na M&G
Jasmeet Chadha, Analista de Pesquisa, Ações, na M&G

Queira por favor consultar o glossário para uma explicação sobre os termos de investimento utilizados ao longo deste artigo.

A tecnologia evoluiu das ferramentas básicas de apoio às empresas e aos consumidores na realização das suas tarefas, e passou a fazer parte integrante de quase todos os aspetos do nosso quotidiano. Isto permitiu às empresas uma ligação mais estreita com os seus clientes finais.

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Hoje em dia, a distinção entre empresas tecnológicas e não tecnológicas está a ficar esbatida. Pensamos que o que faz uma empresa tecnológica é mais uma filosofia do que de uma definição simples e clara. Em nossa opinião, uma tecnológica é uma empresa que funciona segundo uma linha de pensamento assente nos “primeiros princípios”. Essencialmente, é uma abordagem que implica desagregar um problema complexo segundo os seus princípios básicos, desafiando os pressupostos atuais, utilizando dados para fundamentar as decisões, criando novas perspetivas e utilizando tecnologia para fornecer soluções a partir do zero. Isto assemelha-se ao funcionamento da mente de um engenheiro.

Muitas empresas tecnológicas utilizam esta estratégia para criar produtos que resolvem os problemas dos clientes. Conseguir fazer isso de forma eficaz implica muitas vezes uma “apropriação do cliente” através de uma distribuição integrada verticalmente, ou seja, em que a empresa controla várias etapas da distribuição. A título de exemplo, consideremos o modo como a Amazon tirou partido da sua experiência em logística e na internet para viabilizar entregas rápidas aos consumidores e criar a sua plataforma de computação na nuvem.

Além disso, a apropriação da cadeia de fornecimento pode também proporcionar um maior controlo. Isto reflete-se no surgimento das chamadas empresas “full-stack”, de fornecimento completo, que conseguem controlar toda a cadeia de valor até à entrega ao consumidor, assim como os conglomerados de integração vertical, como a Apple, que têm controlo sobre o produto final, assim como sobre muitas das suas partes componentes.

Quando uma empresa tecnológica resolve um problema, pode avançar rapidamente para o problema seguinte com uma “plateia” cativa. É por este motivo que as empresas tecnológicas operam em setores muito diferentes. A internet e a digitalização facilitaram muito a proximidade com o cliente, acelerando o ritmo da disrupção.

Enquanto investidores, pode ser difícil avaliar as empresas tecnológicas com sucesso quando estas estão a crescer rapidamente, operam em múltiplos setores e possivelmente ainda não tiveram receitas e, muito menos, lucros. Eis alguns aspetos importantes que devemos considerar:

Criação de valor. Um primeiro passo pode ser considerar a “economia da unidade”, que envolve a avaliação da rentabilidade da venda de uma unidade de um produto ou serviço. Se uma empresa não conseguir concretizar um lucro nesta base, então levanta-se a questão da sua capacidade para dar lucros no futuro à medida que for fazendo crescer o seu negócio.

Opções grátis. E aqueles produtos que ainda não deram lucro ou que ainda estão a ser desenvolvidos? Consideramos esses projetos como um acréscimo ao negócio principal de uma empresa, do qual os investidores poderão potencialmente beneficiar. A Alphabet, por exemplo, seria avaliada como uma empresa de publicidade, com os potenciais benefícios adicionais para os investidores dos seus outros serviços, como a Waymo, a empresa de veículos autónomos e as vendas por voz (“Voice commerce”) com tecnologia da Google Assistant. Essencialmente, se o valor libertado destes novos serviços não for considerado na avaliação da empresa, são opções grátis caso sejam bem-sucedidos.

O dinheiro continua a ser crucial. Os fluxos de caixa, enquanto base da análise dos dados fundamentais, são altamente importantes. No fim, o valor de uma empresa é o valor hoje dos futuros fluxos de caixa. Não existe outro modelo de substituição que seja fiável para avaliar uma empresa.

Investimento ativo. Consideramos que o investimento no setor da tecnologia realça a importância de uma análise ativa e aprofundada para compreender bem como uma empresa cria valor, capta valor, gera dinheiro, e se estes fluxos de caixa podem ou não ser sustentados. A oportunidade de conhecer a administração e um estudo aprofundado para compreender de forma completa o modelo de negócio de uma empresa são aspetos que podem ajudar a determinar quais os elementos que integram a cotação atual da ação e se a empresa parece ter uma avaliação interessante à luz do seu potencial de crescimento futuro.

Em contrapartida, os investimentos passivos que têm de acompanhar um índice especificado, como o índice S&P 500 das ações das maiores empresas dos EUA, podem acabar como “compradores forçados” de títulos, mesmo que aparentem estar sobrevalorizados.

O valor e rendimento dos ativos do fundo diminuirá e também aumentará, o que fará com que o valor do seu investimento diminua e aumente. Não há qualquer garantia de que o fundo alcance o seu objetivo, e o investidor poderá recuperar um valor inferior ao montante que inicialmente investiu.

Esta informação não é uma oferta nem uma solicitação de uma oferta para a aquisição de um investimento em acções em nenhum dos Fundos aqui referidos. As Aquisições de um Fundo deverão ter por base o Prospecto actual. O Acto de Constituição, Prospecto, Informações Fundamentais destinadas aos Investidores, Relatório de Investimento e Demonstrações Financeiras, estão disponíveis gratuitamente na M&G International Investments S.A. Antes de subscreverem títulos, os investidores devem ler o Prospeto, que inclui uma descrição dos riscos de investimento relativos a estes fundos. Esta divulgação financeira é publicada pela M&G International Investments S.A. Sede: 16, boulevard Royal, L 2449, Luxembourg. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, (a “CMVM”) recebeu a notificação do passaporte, nos termos da Directiva 2009/65/CE do Parlamento Europeu e do Conselho e do Regulamento da Comissão (EU) 584/2010, permitindo que o fundo seja distribuído ao público em Portugal.