Combate às alterações climáticas

12/12/2019

Investimento ativo na transição para uma economia de baixo teor de carbono

Queira por favor consultar o glossário para uma explicação sobre os termos de investimento utilizados ao longo deste artigo.

Quer se trate do crescente número e intensidade dos furacões ou de cheias, fogos florestais ou secas, torna-se cada vez mais inaceitável ignorar as causas e consequências das alterações climáticas.

Não haverá seguramente outro desafio tão crítico a colocar-se à sociedade global. Os efeitos de uma subida das temperaturas mundiais em 1,5 graus Celsius  acima dos níveis pré-industriais, conforme projeções do Painel Internacional sobre as Alterações Climáticas , são graves. Se o aumento for de dois graus, o impacto parece grave.

Não é apenas a saúde do nosso planeta que está em risco devido ao aumento das emissões de carbono, mas também o nosso bem-estar financeiro. Apesar de o desafio ser enorme, é com entusiasmo que vejo o contributo que os investidores podem dar, canalizando recursos e exercendo a sua influência.

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O poder da persuasão

Os investidores ativos como a M&G têm, desde há muito, levado em conta a responsabilidade dos gestores das empresas no que respeita à estratégia e governação empresarial. De igual modo, também podemos exercer pressão no que respeita às alterações climáticas.

As empresas têm de compreender integralmente os riscos, e considero que os investidores responsáveis têm o dever de persuadir e incentivar as chefias dessas empresas a introduzirem mudanças positivas. Uma discussão aberta sobre os riscos que as alterações climáticas colocam a uma empresa – por exemplo, se a subida do nível do mar puder inundar ativos no litoral – pode moldar as opiniões e as estratégias.

Quando se trata de dar peso suficiente à gestão dos riscos climáticos, um dos passos importantes é a divulgação. O Grupo de Trabalho para a Divulgação Financeira relacionada com o Clima (“Taskforce for Climate-related Financial Disclosures” (TCFD)) elaborou um quadro para a divulgação consistente de riscos financeiros relacionados com o clima, aumentando a importância da prestação de contas em termos do clima ao exigir a integração da questão do clima nas contas financeiras.

Queremos também que sejam definidas metas e métricas ambiciosas de forma a garantir que as empresas façam progressos palpáveis com vista à mitigação dos riscos. Outra medida vital é a associação da remuneração dos executivos a metas relacionadas com o clima. Premiar progressos e alinhar incentivos aumenta a probabilidade de essas metas virem a ser alcançadas.

Dar forma a uma transição sustentável

Acredito que a transição para uma economia com um menor teor de carbono será mais eficaz se as empresas históricas no mercado forem persuadidas a desempenhar um papel ativo.

A dimensão destas empresas significa que estão bem colocadas para conseguirem um impacto positivo. Por exemplo, se um fabricante mundial de automóveis conseguir reduzir para metade o carbono emitido pelos 10 milhões de veículos que produz anualmente, os seus benefícios ambientais poderão superar em muito os benefícios em termos anuais de um fabricante de 1000 carros que produzam zero emissões.

As empresas líderes que são pioneiras na área da sustentabilidade e a integram nos seus setores podem conseguir impactos extraordinários. Consideremos, por exemplo, a Ørsted. Esta empresa de energia da Dinamarca está na vanguarda da transformação da sociedade para as energias renováveis, tendo em tempos sido uma empresa focada nos combustíveis fósseis. Hoje em dia, a Ørsted já criou mais parques eólicos offshore do que qualquer outra empresa e comprometeu-se a ser livre de carvão já em 2023, quando já terá reduzido as suas emissões de carbono em 96% relativamente a uma década atrás.

Nos casos em que as grandes empresas possam evoluir e explorar tendências como a procura crescente de eletricidade verde, os seus acionistas podem aspirar à concretização de retornos financeiros sustentáveis e contribuir para um impacto comprovadamente positive no clima.

Manter a pressão

Apesar de o abandono de uma economia de carbono intensivo poder parecer estar a aumentar, estou confiante de que estamos no ponto em que as empresas vão acelerar os seus avanços nesta matéria, impulsionadas pela pressão legislativa, normativa e económica.

As boas intenções são visíveis no número crescente de empresas empenhadas numa trajetória que limite o aumento da temperatura a menos de 2 graus Celsius  acima dos níveis pré-industriais – uma das metas do Acordo internacional de Paris sobre as alterações climáticas.

Os investidores fazem bem em apoiar as empresas que adotem medidas para combater as alterações climáticas, mas também é legítimo esperar progressos visíveis. Se as empresas não agirem, os investidores têm a responsabilidade de recorrerem a todos os instrumentos ao seu dispor.

A ameaça de um desinvestimento pode ser eficaz. Não há dúvida de que essa ameaça já fez mudar (o sentido nas) atitudes das empresas, mas não serve de panaceia. A utilização da detenção de capital e da gestão como instrumentos – exercendo pressão juntamente com outros acionistas sobre as empresas para se descarbonizarem – pode ter mais força.

Investidores que detêm mais de US $34 000 mil milhões em ativos sob gestão assinaram a iniciativa Climate Action 100+ para garantir que as empresas que emitem mais gases com efeito de estufa tomam medidas relativamente às alterações climáticas. Após uma interação com a Shell em 2018, esta empresa petrolífera gigante, não só se comprometeu a definir metas de emissão de carbono, como associou os planos de incentivos de longo prazo dos seus executivos ao cumprimento dessas metas . A BP comprometeu-se a alinhar a sua estratégia de despesas de investimento com o Acordo de Paris.

Os riscos ambientais da inação no que respeita ao clima são evidentes. Se as empresas não agirem, irão não só expor-se a si próprias – e aos seus investidores – a perdas financeiras, como também irão perder as oportunidades de sucesso inerentes à superação deste desafio.

As opiniões expressas neste documento não devem ser consideradas como sendo uma recomendação, conselho ou previsão.

O valor e rendimento dos ativos de qualquer fundo diminuirão e também aumentarão, o que fará com que o valor do seu investimento diminua e aumente. Não há qualquer garantia de que qualquer fundo alcance o seu objetivo, e o investidor poderá recuperar um valor inferior ao montante que inicialmente investiu.

Esta informação não é uma oferta nem uma solicitação de uma oferta para a aquisição de um investimento em acções em nenhum dos Fundos aqui referidos. As Aquisições de um Fundo deverão ter por base o Prospecto actual. O Acto de Constituição, Prospecto, Informações Fundamentais destinadas aos Investidores, Relatório de Investimento e Demonstrações Financeiras, estão disponíveis gratuitamente na M&G International Investments S.A. Antes de subscreverem títulos, os investidores devem ler o Prospeto, que inclui uma descrição dos riscos de investimento relativos a estes fundos. Esta divulgação financeira é publicada pela M&G International Investments S.A. Sede: 16, boulevard Royal, L 2449, Luxembourg. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, (a “CMVM”) recebeu a notificação do passaporte, nos termos da Directiva 2009/65/CE do Parlamento Europeu e do Conselho e do Regulamento da Comissão (EU) 584/2010, permitindo que o fundo seja distribuído ao público em Portugal.