As infraestruturas são demasiado importantes para serem ignoradas

07/04/2020

Naquele que foi o pior trimestre para as bolsas mundiais desde 1987, são poucos os segmentos do mercado que conseguiram escapar à venda maciça.

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Mesmo o setor das infraestruturas, tantas vezes resiliente durante períodos de declínio, não ficou imune às preocupações sobre os danos que a pandemia do coronavírus vai infligir à economia global e às empresas.

Foi um choque ver como aeroportos normalmente movimentados e autoestradas de portagem sem pessoas devido às políticas de ficar em casa implementadas pelos governos para combater o alastramento do vírus. Mas, ao mesmo tempo, alguns ativos de infraestruturas nunca tiveram tanta procura como nas últimas semanas.

As infraestruturas que evoluem demonstram o seu valor

Ao mesmo tempo que o trânsito nas estradas caiu abruptamente, o tráfego nas redes subterrâneas de fibra ótica aumentou exponencialmente devido às centenas de milhões de pessoas que ficaram confinadas em suas casas.

Este facto mostra como dependemos em infraestruturas invisíveis que apoiam a economia digital, exatamente da mesma forma como dependemos das infraestruturas que formam a espinha dorsal da economia tradicional. Sem as infraestruturas que viabilizam a atividade digital, não poderíamos trabalhar a partir de casa nem fazer pagamentos online.

Estas infraestruturas “em evolução” demonstraram o seu papel crucial na sociedade, e acredito que mais vão ser precisas nos próximos anos. Quanto mais utilizarmos os nossos dispositivos móveis para tratar de assuntos do banco, fazer compras e ver conteúdos, mais torres de comunicações móveis serão necessárias para transmitir os dados – e mais centros de dados vão ser necessários para os processar.

As infraestruturas críticas continuam a ser vitais

De entre os títulos de infraestruturas mais afetados pela venda maciça registada pelos mercados em março de 2020, contam-se os títulos do setor dos transportes. Para as empresas proprietárias destes ativos, uma procura menor traduz-se numa quebra das receitas. E isto, por sua vez, irá limitar a capacidade de estas empresas pagarem dividendos aos seus investidores nos próximos meses.

Olhando mais adiante, contudo, estes ativos de transporte continuam a ser absolutamente essenciais enquanto artérias das economias. Quando este período desafiante tiver passado – o que acontecerá, eventualmente – a atividade económica recuperará, e as estradas e os aeroportos irão desempenhar um papel crucial nessa retoma.

Há reconhecidamente um ponto de interrogação mais forte no que respeita às perspetivas de curto prazo para os detentores de infraestruturas no setor do petróleo e do gás. As ações destas empresas foram atingidas indiretamente por uma tempestade perfeita, com oferta abundante e quebra na procura por parte da indústria e dos consumidores, o que levou o preço do barril para menos de US$20 o barril – o valor mais baixo desde 2002.

Mesmo assim, ativos como oleodutos são, muitas vezes, apoiados não apenas por fluxos de receitas definidos contratualmente, mas também por barreiras à entrada. Os ativos de infraestruturas físicas não são fáceis de replicar e, nos casos em que são de importância crítica para a economia, irão reter um valor estrutural para os seus proprietários.

Objetivo: fluxos de rendimento a longo prazo

Pode ser difícil manter uma perspetiva a longo prazo quando a conjuntura do mercado é altamente incerta. Mas devemos lembrar-nos do que é que pretendemos alcançar através dos nossos investimentos e que estas metas se medem em anos, em vez de meses. Se adotarmos uma visão de longo prazo, isso permitir-nos-á capitalizar as oportunidades criadas por distorções nos mercados.

Em minha opinião, este declínio cria uma oportunidade de investimento em empresas cujos fluxos de rendimento sejam apoiados pela detenção de ativos de infraestruturas físicas, assim como em mudanças estruturais que ocorram a longo prazo na economia.

Os ventos favoráveis apoiam, não só o aumento da procura em infraestruturas digitais, mas também as infraestruturas de energia renovável. Com a produção de energia eólica e solar a desempenhar um papel crucial na redução das emissões de carbono, vai haver necessidade de cada vez mais destes ativos.

Não penso que a procura estrutural de infraestruturas deste tipo irá ser perturbada por esta pandemia, nem pelo declínio que provocou nos mercados. Quando os preços das ações caem de forma indiscriminada, considero que há oportunidades convincentes para que os investidores a longo prazo que pretendam dividendos crescentes deitem mão a fluxos de rendimento sustentável.

O desempenho no passado não é indicativo do desempenho no futuro.

O valor e rendimento dos ativos do fundo diminuirá e também aumentará, o que fará com que o valor do seu investimento diminua e aumente, e poderá receber menos do que inicialmente investiu.

As opiniões expressas neste documento não devem ser consideradas como sendo uma recomendação, conselho ou previsão. Não nos é possível dar conselhos financeiros. Caso tenha qualquer dúvida sobre a adequação do seu investimento, deverá falar com o seu consultor financeiro.

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