A Emergência Climática e o papel positivo que os investidores podem desempenhar

18/01/2021

Há que tomar medidas urgentes esta década para cumprir os compromissos globais em matéria de alterações climáticas. Existem oportunidades concretas a longo prazo para empresas que possam acelerar ativamente a mudança para uma economia de baixo carbono.

Queira por favor consultar o glossário para uma explicação sobre os termos de investimento utilizados ao longo deste artigo.

As alterações climáticas criam um perigo real e presente ao bem-estar das pessoas e do planeta.

A próxima década constitui uma oportunidade crítica cuja trajetória ainda estamos a tempo de moldar. É essencial tomar medidas relativamente a esta oportunidade agora de forma a mudar o rumo.

Se colocarmos as emissões dos gases com efeito de estufa numa trajetória de sentido descendente até 2030, deveremos ser capazes de controlar o aumento das temperaturas globais para níveis que conseguiriam limitar impactos desafiantes nos ecossistemas naturais e na saúde humana.

isto exige não só que alteremos o nosso comportamento, mas também que investamos fortemente – e com urgência – na transição para uma economia de baixo carbono.

que nos casos em que as empresas consigam fornecer soluções ao maior desafio enfrentado pelo planeta, poderão criar oportunidades concretas para os investidores a longo prazo. Por sua vez, os investidores podem desempenhar um papel na resolução da emergência climática.

O que a ciência nos diz

A pandemia da Covid-19 provocou uma paralisação de grande parte da sociedade global em 2020. Entretanto, os efeitos dramáticos das alterações climáticas continuaram imparáveis, criando a sua própria ameaça aos habitats naturais, às populações humanas e à economia.

ano em que fogos florestais em números recorde deflagraram ao longo da costa oeste dos EUA, chegando a norte até ao Círculo Ártico na Sibéria, a época dos furacões foi de tal forma intensa que já tinha esgotado as letras todas do abecedário das tempestades já no início de setembro. O período quinquenal de 2016 a 2020 deverá ser o mais quente de sempre.

da quebra na economia em 2020, as concentrações de gases com efeito de estufa como o dióxido de carbono (CO2) na atmosfera atingem níveis recorde e continuam a aumentar . São estas emissões da atividade humana que estão a impulsionar as alterações climáticas. Sem uma ação sustentada para reduzi-las, a ONU estima que a temperatura média à superfície do planeta ultrapassará os 3°C acima dos níveis pré-industriais até ao final do séc. XXI .

O Acordo de Paris sobre as Alterações Climáticas de 2015 comprometeu os países a manterem a subida abaixo dos 2°C e a envidarem esforços para limitar o aumento a 1,5°C – sendo que a esse nível os riscos e impactos das alterações climáticas são muito mais reduzidos. De acordo com o Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC), um aumento de 2°C na temperatura iria exacerbar condições meteorológicas extremas, a subida dos níveis do mar, a diminuição do gelo no Ártico, a descoloração do coral e a perda de ecossistemas.

Tempo de ambição – e de ação

A ação transformacional não pode continuar a ser adiada. A ONU estimou em 2019 que as emissões globais têm de diminuir 7% ao ano em média entre 2020 e 2030 para poderem alcançar a meta dos 1,5°C. Até 2050, temos de conseguir alcançar zero emissões líquidas de gases com efeito de estufa à escala global.

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A superação deste desafio vai obrigar a reduções profundas e de longo alcance nas emissões em todas as vertentes da economia. Se olharmos para as fontes principais dos gases com efeito de estufa, podemos ver onde é que as soluções podem ter maior impacto.

Fonte: Project Drawdown

alguns elementos da equação climática – redução do desperdício alimentar e andar menos de avião, por exemplo – que podemos solucionar individualmente através de decisões no nosso quotidiano. Mas as escolhas de estilo de vida só conseguem reduzir as emissões até certo ponto.

A alteração do curso das alterações climáticas exige que encontremos e adotemos fontes de energia alternativas e formas mais eficientes de produzir bens e serviços. Isto vai exigir investimentos enormes. A Agência Internacional da Energia estima que há que investir cerca de US$1,3 triliões para ser possível cumprir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável n.º 7 da ONU – energia acessível e limpa para todos – até ao ano 2030.

Investir em soluções

Com o reconhecimento crescente da urgência do desafio, consideramos que existem oportunidades concretas a longo prazo para empresas que estejam a acelerar ativamente a mudança para uma economia de baixo carbono.

três áreas-chave onde as empresas podem ter um impacto positivo no combate às alterações climáticas. A primeira é nas situações em que as atividades ou inovações reduzem diretamente as emissões de gases com efeito de estufa.

A energia alternativa é um setor de investimento óbvio. A substituição dos combustíveis fósseis de carbono intensivo pela eletricidade verde, aproveitada do vento e do sol, daria isoladamente o maior contributo para o cumprimento dos objetivos climáticos mundiais. Candidatos menos óbvios para investimento serão, talvez, os componentes e sistemas que melhorem a eficiência energética e, deste modo reduzam as emissões.

O segundo grupo de empresas de impacto são aquelas cujas soluções tornam a indústria e os transportes – que representam 35% do conjunto das emissões – menos poluentes. Isto pode incluir empresas cujas tecnologias apoiam o futuro da mobilidade ou o armazenamento de energia.

Em terceiro lugar, as empresas que contribuam para uma economia mais circular – eliminando o desperdício, mantendo os materiais em utilização o máximo de tempo possível, e regenerando os sistemas naturais – também podem desempenhar um papel importante na transição para uma economia eficiente em termos de recursos e de baixo carbono.

Solucionar a emergência climática

Os riscos da inação climática existem e estão a aumentar. O custo dos episódios meteorológicos extremos está a aumentar: três dos furacões no Atlântico que causaram maiores prejuízos ocorreram desde 2017.

de compreender de que modo os investimentos estão não só expostos aos riscos associados às alterações climáticas, mas também de que forma podem tirar partido das oportunidades que essas alterações representam. Se as empresas não agirem irão perder as oportunidades de sucesso inerentes à superação deste desafio.

é preciso escolher entre lucros e planeta. Nos casos em que as grandes empresas possam concretizar com êxito soluções que mitiguem as alterações climáticas, os seus acionistas podem aspirar a retornos financeiros sustentáveis e contribuir para um impacto comprovadamente positivo para o planeta e as suas populações.

decidir como investir, há que ter em mente que o valor dos investimentos aumenta e diminui. Por isso, o valor dos seus investimentos flutuará ao longo do tempo e poderá receber menos do que o montante que investiu inicialmente.

As opiniões expressas neste documento não devem ser consideradas como sendo uma recomendação, conselho ou previsão. Não nos é possível dar conselhos financeiros. Caso tenha qualquer dúvida sobre a adequação do seu investimento, deverá falar com o seu consultor financeiro.

Esta informação não é uma oferta nem uma solicitação de uma oferta para a aquisição de um investimento em acções em nenhum dos Fundos aqui referidos. As Aquisições de um Fundo deverão ter por base o Prospecto actual. O Acto de Constituição, Prospecto, Informações Fundamentais destinadas aos Investidores, Relatório de Investimento e Demonstrações Financeiras, estão disponíveis gratuitamente na M&G International Investments S.A. Antes de subscreverem títulos, os investidores devem ler o Prospeto, que inclui uma descrição dos riscos de investimento relativos a estes fundos. Esta divulgação financeira é publicada pela M&G International Investments S.A. Sede: 16, boulevard Royal, L 2449, Luxembourg. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, (a “CMVM”) recebeu a notificação do passaporte, nos termos da Directiva 2009/65/CE do Parlamento Europeu e do Conselho e do Regulamento da Comissão (EU) 584/2010, permitindo que o fundo seja distribuído ao público em Portugal.